setembro 07, 2004

O Expresso das 07.45h

Os nossos momentos são sempre rocambolescos, o que se traduz em férias constantemente armadilhadas de peripécias. E já não é a primeira vez que a emoção tem início logo na (minha) viagem.

Como tal, para quê surpreender-me com um autocarro que nem um ferro-velho desesperado aceitaria? Para quê surpreender-me com a mulher de headphones, sentada dois bancos ao meu lado, que insistia em cantarolar de vez em quando, na tentativa irritante de acompanhar músicas intermináveis? Para quê surpreender-me com o fumador activo, sentado atrás de mim, que não desistia de acender cigarros, mesmo que tal não seja permitido? E, finalmente, para quê surpreender-me com um bêbedo, sentado perto de mim, que tresandava insuportavelmente a cerveja? Para quê?

Moral da história (se é que há alguma): nunca andar de transportes públicos, especialmente se tivermos de ficar encarcerados nos ditos mais de 5 horas seguidas.